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O Cheiro dos Livros

Depois de ser uma aventura radiofónica resume-se agora a uma forma de manter a minha biblioteca pessoal organizada...

O Cheiro dos Livros

Depois de ser uma aventura radiofónica resume-se agora a uma forma de manter a minha biblioteca pessoal organizada...

O Cântico dos Melros de Augusto Carlos

Milheiras, 15.04.21

O Cântico dos Melros

Título: O Cântico dos Melros
Autor: Augusto Carlos 
Editor: Nova Vaga Editora
Páginas: 140
 
 
Comecei a ler a : 30 de Abril de 2020
Terminei a leitura a 24  de março de 2021
 
Opinião:
 
 
Este livro foi o meu companheiro durante este primeiro ano de pandemia, um livro que nos faze pensar, e que coloca Rui numa situação inesperada e que ninguém vê ou não quer ver...
Coincideências???? Talvez!!! Não se fala em virús... Mas falasse em sociedade e sua complexidade perante desafios inesperados...
 

Pentágono - A origem de Susana do Vale (Opinião)

Milheiras, 25.03.21

Wook.pt - Pentágono - A Origem

Título: Pentágono - A Origem

Autor:  Susana do Vale 

ISBN: 9789895204687

Edição ou reimpressão: 09-2017

Editor: Chiado Editora

Idioma: Português

Encadernação: Capa mole

Páginas: 130

 

A minha Opinião: Um livro para adultos e jovens, de fácil leitura, mas que dá que pensar. Uma obra leve, mas ao mesmo tempo complexa. Em torno da morte e da reissureição. Que terá mais volumes que aguarderemos a sua publicação.

Uma leitura feita durante o ano de 2018.

 

Ínclita Geração (Opinião)

Milheiras, 23.03.21

Ínclita Geração

 

Título: Ínclita Geração

Isabel de Borgonha, a filha de Filipa de Lencastre que levou Portugal ao mundo.
 
Autor: Isabel Stilwell
 
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 496
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896265045
 
 
A minha opinião: Um livro de fácil leitura, que nos faz interessar pela nossa História, pelo nosso passado e por terras onde a História se passou e já foi esquecido que houve muito mais História por todo o Condado do que nos grandes Centros Metropolitanos.
 
Que houve mulheres de fibra, sempre com as suas inseguranças e medos, mas que marcaram a história delas e a nossa.  Um bom livro para ler neste mês de Março em que se assinala o dia da Mulher.
 
Apesar de não me recordar das datas sei que fiz esta leitura no anos de 2015
 
 
 
 
 
 
 
 

Sinais de Fogo de Jorge de Sena (Opinião)

Milheiras, 05.06.20

Opinião:

Uma verdadeira obra literária, uma surpresa, um livro que temos de ter a mente aberta para ler, que nos desconstrói, uma série de floreados ou imagens que nos fazem passar desta época, mostra a verdade nua e crua destes tempos conturbados e como foram ainda mais conturbados do que nos transmitem.

 

Excerto:

" O egoísmo, da inocência, da ignorância, o egoísmo pavoroso dos que se querem e querem os outros, inocentes, ignorantes, conformados, e cada um fechado sossegadamente na sua paz, e defendendo o pior com ferocidade, com bondade, e até honesta doçura, as fronteiras invioláveis do seu primeiro, segundo ou terceiro andar, mais as pratas e os filhos contra a invasão de qualquer grito ou angústia." pp. 659

 

 

Inicio: 02-12-2015

Terminus: 08-08-2016

 

Sinais de Fogo

Título: Sinais de Fogo

Autor: Jorge de Sena

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 664
Editor: Guimarães Editores
ISBN: 9789726656272
 
Sinopse:
Romance único de Jorge de Sena, parcela de um projecto romancesco de grande dimensão cuja designação genérica seria Monte Cativo, objectivando o recorte de uma geração nascida nos finais dos anos 10 do século XX, Sinais de Fogo abriga em si o despertar de um jovem, entre um grupo de amigos e familiares, para a sexualidade, a política e o fazer poético. De uma erudição e de um rigor literário inexcedíveis, aqui se fixa um olhar sobre o ano de 1936 português, tendo como pano de fundo o início da Guerra Civil de Espanha.

A Máquina de fazer espanhóis de Valter Hugo Mãe (Opinião)

Milheiras, 03.06.20

A minha opinão: Um livro inesperado, em que o título não nos dá nenhuma pista sobre o que vamos ler...

O livro fala-nos de realidades, que tentamos esconder, confronta-nos nas nossas crenças...

 

Excertos:

" (...) num tempo em que todos somos bons homens a culpa tem de atingir os inocentes." pp.16

"(...) e a reforma é que devia vir mais cedo. antes das dores nas costase da perda de jeito para conduzir." pp. 19

"(...) eu sou daqueles a quem a vida doeu e, mais cedo que me possa estender a descansar , mais feliz me ponho, isto por aqui é muito bom para quem começa e tem saúde, mas para nós, os mais velhos, já é uma tristeza vir para cá ver quem adoece e quem morre. é todos os dias a mesma coisa. "pp.20

"(...) a laura morreu, pegaram em mim e puseram-me no lar com dois sacos de roupa e um álbum de fotografias. foi o que fizeram . depois, nessa mesma tarde, levaram o álbum porque achavam que ia servir apenas para que eu cultivasse a dor de perder a minha mulher. depois, ainda ness mesma tarde, trouxeram uma imagem da nossa senhora de fátima e disseram que, com o tempo, eu haveria de ganhar um credo religioso, aprenderia a rezar e salvaria aasim a minha alma. e um médico respondeu, a verdade é que assim ficam mais calmos. achei que era esperado de mim um desespero motor. pp.29

 

 

 

Início da leitura: 24-10-2015

Terminus: 01-12-2015

 

Wook.pt - A Máquina de Fazer Espanhóis

Título: A Máquina de fazer espanhóis
Autor: Valter Hugo Mãe
Edição/reimpressão:2010
Páginas: 312
Editor: Alfaguara Portugal
ISBN: 9789896720162
 

Sem Nome de Hélder Macedo (Opinião)

Milheiras, 30.05.20
A minha opinião:
 
Livro de fácil leitura, mas que nos faz pensar... Que fala em temas intemporais e em questões que nos assaltam. De situações históricas que o tempo se vão desvanecendo.
 
 
 
Excertos:
 
"A única explicação que posso adiantar é que é perigoso mexer em papeis velhos. Quando menos se espera, salta do meio deles uma voz a intrigar que talvez sim talvez não, vidas alternativas a desarrumarem o presente com passado. " pp. 14
 
 
 
 
Inicio: Maio 2015
 
Terminus da leitura a 23-10-2015
 
 
Sem Nome
 
Título: Sem Nome

Autor:  Hélder Macedo

Edição/reimpressão: 2005

Páginas: 200

Editor: Editorial Presença

ISBN: 9789722333290

Coleção: Grandes Narrativas

Vai Valer a Pena de Joaquim Maria Quintino Aires (Opinião)

Milheiras, 29.04.20

 

Opinião:

Um livro fácil com o testemunho de 9 histórias sobre casamentos sem sucesso. Uns que terminaram em divórcio e outros que se mantêm mas na realidad não existem.

Um livro que dá que pensar , mas não é demasiado complexo para ler com duas crianças em casa

 

 

Início da Leitura: 14 de Abril 2020

Terminus: 29 de Abril de 2020

 

Wook.pt - Vai Valer a Pena

Título: Vai Valer a Pena
Autor:  Joaquim Maria Quintino Aires 

As cores de Branca de Lara Morgado (Opinião)

Milheiras, 13.04.20

Opinião:

Como sempre esta autora brinda-nos com uma obra inesperada e que mais uma vez nos faz pensar e tudo o que nos rodeia. Esta obra sem dúvida diferente das demais, mas igualmente intensa. De leitura fácil, dos tais livros que nos prendem. Sei que não parece porque levei um ano a ler o livro, mas não teve nada a ver com a obra.  A obra é simplesmente fantástica!

 

Excerto:

"Como se a loucura tivesse conquistado a vida real e a tornasse verdade. Como uma bebedeira, um grande aniversário. Todos celebravam a sua existência. Todos celebravam a sua existência. Todos se sentiam estrelas. Todos brilhavam. Todos faziam brilhar. Parecia até que o amor tinha brotado de novo nos corações dos velhos, que o encanto tinha feito reféns os corações dos novos. Contrariando as lógicas do mundo, todos eram, ao mesmo tempo, os mais importantes. E todos eram apaixonantes. E todos se apaixonaram. Sem ciúme, sem posse, sem defeitos."

 

Comecei a leitura em: 01-02-2019

Terminei a leitura em: 07-04-2020

 

Wook.pt - As cores de Branca

Título: As cores de Branca
Autor: Lara Morgado 
ISBN: 978-972-0-04812-7
Edição ou reimpressão: 04-2016
Editor: Porto Editora
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
 
Sinopse

António Galvão, o homem mais importante de uma pequena vila do interior, decide dar o mesmo nome a todas as filhas. Elas eram apenas a espera, o desgosto, o antes, as vidas que apenas existiam para que o homem chegasse. Mas a natureza não colaborou com os seus planos e António viu nascer sete Brancas.

Uma macabra tragédia abate-se sobre a família Galvão e um inesperado fenómeno começa a ser construído naquela pequena localidade. Da palidez do nome daquelas meninas, da ferida de toda a insignificância daquelas irmãs nasce uma revolução sem precedentes que deixará Galvão, para sempre, na história dos homens.

Os galvenses olharam para o céu e o dia iluminou-se. Os galvenses olharam para a terra e as obras descobriram-se. Eram todas. Eram todos.

 

Sejam Felizes! de José Ceitil (Opinião)

Milheiras, 08.04.20
A minha opinião:
Um livro relativamente pequeno que eu demorei uns longos meses a ler 5 ou 6 talvez que esteve na minha estante mais de 5 anos sem lhe pegar.  Adorei sem dúvida um dos eleitos como melhor livro para mim e para eventualmente voltar a ler. Que delicia de livro!
 
O autor explicou assim esta obra:
"Este é um ensaio que não pretende ser mais do que um escrito ligeiro e despretensioso sobre alguns temas que influenciam decisivamente a forma e a qualidade de vida de cada um de nós. O livro está dividido em capítulos que tratam das relações entre pais e filhos, da importância que as heranças, a história e a geografia, têm na formação do carácter e da identidade, passando pela amizade, o amor, as viagens, e a luta contra os medos e as dependências várias que nos atormentam, terminando numa visão desapiedada das religiões e política."
 
 
Excertos:
 
"Da vida ninguém sabe o suficiente para afirmar com segurança e absoluta certeza o que é preciso fazer para a viver bem, e deve ser por essa razão que não se vê gente séria a dar conselhos ou a falar de cátedra sobre o assunto e muito menos a passar receitas infalíveis e milagrosas que tal permitam." p.p. 9
 
" O trabalho dessas pessoas, a principio estranhas, que passam a maior parte do dia connosco, é de grande importância e vai-nos acompanhar para o bem e para o mal +ara o resto da vida. Mas o contributo fundamental para a nossa formação, é que vai determinante no tipo de pessoa que vamos ser, vem dos nossos pais." p.p. 14
 
" Controlar a vida significa sermos senhores de nós e da nossa vontade, do nosso tempo e de tudo o que por direito nos pertence, incluindo a ambição, a independência e a liberdade." p.p.25
 
" Temos a obrigação de ser solidários com aqueles que não têm meios de se valer a  si próprios.
A responsabilidade social do Estado não impede a responsabilidade pessoal dos individuos. Se cada um fizer isso, se conseguir fugir a preconceitos e a estigmas alimentados por chauvinismos e outros sintomas de intolerância, o nosso bairro e a nossa terra podem tornar-se melhores lugares para se viver." p.p. 136
 
 
Wook.pt - Sejam Felizes!
 
Título: Sejam Felizes!
Autor: José Ceitil
Edição/reimpressão:2008
Páginas: 152
Editor: Tecto de Nuvens
ISBN: 9789899571655
 
 
Sinopse
Sejam Felizes! - É o desafio que o autor faz. A experiência de 60 anos de vida e um olhar atento e perspicaz sobre o que nos rodeia, levam-no a reflectir sobre o que nos rodeia. O resultado dessas observações traduz-se num texto que não pretende ser paternalista, mas apenas uma reflexão sobre a vida, que o autor quer partilhar com os mais jovens, sob a forma de um conjunto de conselhos organizados por temas.
 
Finalizada a leitura em 30-09-2015

Não há Seda nas Lembranças de Jorge Serafim (Opinião)

Milheiras, 07.04.20

Iniciei  a leitura em Agosto de 2015 e terminei no início de Setembro de 2015

A minha opinião:

Este foi sem dúvida um livro que foi um murro no estômago. Uma obra fascinante!!!

De um autor que nos dá sempre o seu lado mais comediante...

Depois presentea-nos com uma obra como esta, inesquecível, dura , mas ao mesmo tempo tão realista...

Um dos melhores livros que li em toda a minha vida...

Excertos:

(...) Cá para mim, esta guerra parece-me igual a todas as outras. Os que têm contra os que não têm! Os que podem ter contra os que também querem ter. Os que mandam em tudo contra os que não mandam nada. Os que querem mais contra os que têm de menos. Os de barriga cheia contrs os de barriga vazia. Não me estão a dar novidade nenhuma...Portanto, cá se vai andando com a ganância ente orelhas.(...) pp. 67

(...) Extiguiram as ordens religiosas e nacionalizaram os seus bens enquanto uma certa burguesia endinheirada, canalhas mais propriamente, apoiante da causa liberal, se apropriou de muito do património vendido ao desbarato pela Fazenda Pública. (...) Manipulam-se as populações anónimas e humildes para confrontos que se perderam dos ideais nas barrigas dos avaros e sobram ódios e vinganças cruentas que atravessam gerações. (...) pp. 74

(...) O que eles argumentam, filho, é que não se pode parar o progresso. E o progresso para essa gente sem respeito por coisa alguma é alargar ruas, desembocá-las em avenidas imaginadas, ordenar espaço para as máquinas circularem em vez de pessoas, projectar o futuro por cima de tudo e de todos, precaver a solidez financeira. Perspectivam mas não ouvem!.. E tudo o que se atrevessou à sua frente, foi abaixo! É isto o progresso, dizem eles... (...) pp.78

(...) A história repete-se, as pessoas quando não têm esperança, desfazem-se de tudo para que a salvação das almas seja bem encomendada. A manutenção dos medos dá muito dinheiro... pp. 131

(...) A vida é como um relógio, amiga. Se não lhe limpar as impurezas, se não se olear os seus mecanismos, se não se lhe der corda, emperra. Obstrui-se. Nem a dor desagua nem a alegria tem caudal. Foi o que lhe sucedeu.. pp. 135

 

(...) O Ciclo da terra deveria ser o ciclo dos homens! (...) pp. 146

Título: Não há Seda nas Lembranças

Autor: Jorge Serafim

Edição/reimpressão: 2014

Páginas: 168

Editor: Âncora Editora

ISBN: 9789727804740

Coleção: Holograma