Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Cheiro dos Livros

Depois de ser uma aventura radiofónica resume-se agora a uma forma de manter a minha biblioteca pessoal organizada...

O Cheiro dos Livros

Depois de ser uma aventura radiofónica resume-se agora a uma forma de manter a minha biblioteca pessoal organizada...

Ai, Alentejo… Memórias rurais de Abílio Maroto Amiguinho

Milheiras, 31.05.24

Título: Ai, Alentejo… Memórias rurais
Autor:  Abílio Maroto Amiguinho
ISBN: 9789895663583
Edição ou reimpressão: dezembro de 2023
Editor: Edições Colibri
Idioma: Português
Dimensões:159 x 232 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 230
 
«Este livro abrange cerca de duas décadas, a maioria dos anos imediatamente antes do 25 de Abril e logo após. Correspondem, grosso modo, ao consumar do declínio de um tempo longo, no dizer do eminente sociólogo rural Oliveira Batista. A seu ver iniciado nos anos cinquenta do século passado, acelerado, considero eu, pela poderosa vaga migratória dos anos 60, a que o 25 de Abril, mais a designada Reforma Agrária, puseram um fim, no dealbar dos anos 80. Aquilo que classificou como o dissociar progressivo da agricultura e do mundo rural foi transfigurando o que durante séculos parecia imutável. Nos costumes, nas práticas agrícolas dominantes, nas relações sociais de produção, nos modos de vidas, nos comportamentos... Nascia-se, casava-se, trabalhava-se e morria-se na aldeia ou no território à medida do seu horizonte, permanecendo uma vida do mesmo lado social: quase todos pobres e alguns ricos. Recebo o texto e leio-o num ápice com emoção e encantamento. (...) A obra de Abílio Amiguinho é uma produção literária fundada no cerzir de curtas narrativas, que se instituem como saborosas estórias próprias de um livro de contos. Trata-se de um livro tão pessoal que foi escrito com as vísceras profundas de uma tradição literária alentejana em que se inscrevem muitos outros autores. Penso, nomeadamente, no Saramago de Levantado do Chão, no Rodrigues Miguéis de O Pão Não Cai do Céu e em Manuel da Fonseca com o seu Cerro Maior. A este propósito, também associo os escritos de Abílio Amiguinho a autores de outras paragens, mas tão universais como Jack London e George Orwel que vestiram a pele dos condenados da terra, para melhor encarnar as suas ansiedades de uma sociedade mais justa.»
Rui Canário

Roteiro Histórico de uma Lisboa Africana Séculos XV-XXI de Isabel Castro Henriques

Milheiras, 17.05.24

 
Título: Roteiro Histórico de uma Lisboa Africana Séculos XV-XXI
Autor:  Isabel Castro Henriques
ISBN: 9789895660865
Edição ou reimpressão: junho de 2021
Editor: Edições Colibri
Idioma: Português
Dimensões:140 x 213 x 6 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 96
 
Lisboa, cidade de tantos vales e colinas quantos os mitos que envolvem a sua história e as populações que a inventaram, estende-se ao longo do Tejo, no lugar onde o rio termina o seu percurso por terras ibéricas e mergulha no oceano Atlântico.

Lisboa nasceu na colina do Castelo de São Jorge, onde um povoado da Idade do Bronze deixou os seus vestígios, que cruzaram com muitas outras marcas gravadas por gregos, fenícios, lusitanos, romanos, visigodos, árabes, judeus e cristãos.

Um longo caminho de gentes e de culturas, de estórias e de lendas, de deuses e de heróis que, como Ulisses o fundador mítico da cidade - Olisipo - que lhe deve o nome, construíram e reconstruiram este espaço urbano.

Os «Pretos do Sado» História e memória de uma comunidade alentejana de origem Africana (Séculos XV-XX) de Isabel Castro Henriques e João Moreira da Silva

Milheiras, 03.05.24

Título:  Os «Pretos do Sado» História e memória de uma comunidade alentejana de origem Africana (Séculos XV-XX)
Autor:  Isabel Castro Henriques e João Moreira da Silva
ISBN: 9789896899967
Edição ou reimpressão: setembro de 2020
Editor: Edições Colibri
Idioma: Português
Dimensões:161 x 233 x 19 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 314
 
Nos finais do século XIX, José Leite de Vasconcelos registava a presença de uma comunidade de origem africana instalada na região alentejana do Vale do rio Sado. Retomando a questão em 1920, Vasconcelos chamou a atenção para as múltiplas fórmulas que eram utilizadas para designar esses homens e mulheres de pele escura que seriam descendentes de africanos escravos ou livres, ali instalados há séculos, sem que se conhecesse a origem dessa instalação: Pretos do Sado, Carapinhas do Sado, Atravessadiços, Mulatos do Sado.

Constituindo um grupo singular pela sua permanência secular e pela sua especificidade física no espaço alentejano, os «Pretos do Sado» definiam-se igualmente pelo desinteresse da comunidade científica perante a necessidade de esclarecer a sua existência histórica. Este estudo pretende dar a conhecer a história de homens e de mulheres oriundos do continente africano, trazidos como escravos e que foram instalados durante séculos no território do Vale do Sado, provavelmente a partir de finais do século XV.

Mas o espaço temporal deste trabalho estende-se através dos séculos seguintes, procurando nas dinâmicas económicas, sociais e políticas da história de Portugal, os elementos que permitem compreender a sua presença ligada a culturas extensivas como a do arroz a partir do século XVIII e a sua consolidação como comunidade estabelecida, afirmando uma identidade alentejana e portuguesa, que exclui hoje quaisquer marcas culturais significativas de um passado africano.

Sabina e os Mistérios da Vida O Alentejo entre as tradições e a mudança de João Mário Caldeira

Milheiras, 26.04.24

Título: Sabina e os Mistérios da Vida

O Alentejo entre as tradições e a mudança

Autor:  João Mário Caldeira
ISBN: 9789895661305
Edição ou reimpressão: novembro de 2021
Editor: Edições Colibri
Idioma: Português
Dimensões:158 x 230 x 14 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 202
 
Olhava distraidamente as mãos, as costas das mãos. Via-se velha ou a caminhar para lá. O pregueado da pele e o curso das veias são, para além de um mapa, um calendário. Ainda que Braga a tivesse perfilhado como médica, insistiam vozes que os sinos da cidade não calavam: - O Tói agrada-te, Sabina? - Gosto de olhar para ele... Tempo longínquo, intacto, sofrido, em carne viva.

Rosália A menina exposta da roda de Florbela Teixeira

Milheiras, 12.04.24

Título: Rosália - A menina exposta da roda
Autor:  Florbela Teixeira
ISBN: 9789896899103
Edição ou reimpressão: novembro de 2019
Editor: Edições Colibri
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 229 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 210
 
Rosália, uma bela jovem duriense nascida em parte incerta a 20 de abril de 1802, criada na Casa do Adro pelo padre e pela criada, anseia por descobrir as suas origens. Levada pelas memórias que encerra a sete chaves no seu coração, parte numa viagem atribulada ao encontro do passado. Na sacristia da igreja de S. Salvador do Unhão, consulta, com avidez, os livros paroquiais de registo de batismo. Uma terrível e confrangedora surpresa a aguarda! "Rosália, exposta da roda!", um murmúrio constante e abrasador que lhe domina o pensamento e aflige o coração.
Portugal oitocentista é o palco e a ambiência económica, social, cultural e política da história de Rosália e do padre Amorim. Dá cor à narrativa e envolve o leitor, arrastando -o numa viagem pelo passado, ao encontro da identidade de Rosália e das aventuras e desventuras da pátria lusitana. Um país de gente orgulhosa, que luta com afinco pela independência e pela libertação do jugo de forças francesas e inglesas, e que muito quer ser a metrópole de um império e casa mãe da família real. Uma guerra fratricida, liberais versus absolutistas, irá marcar a história de vida das personagens e a História de Portugal.
Os expostos da roda ou enjeitados, crianças abandonadas por mães, cuja condição de extrema pobreza lhes não permitia criá-las ou que, dado o seu estado de solteiras, e em defesa da honra da família, se viam impelidas a rejeitar os filhos indesejados, fazem parte do nosso imaginário histórico. Não raras vezes fruto de amores incestuosos, sacrílegos ou adúlteros, eram a semente do medo e da vergonha para a mulher, já que ao homem não eram cobrados quaisquer encargos parentais.

Quando Lisboa Tremeu de Domingos Amaral (Opinião)

Milheiras, 01.04.24

Início da leitura: 29 de Março de 2024

Terminus: 01 de Abril de 2024

Título: Quando Lisboa Tremeu
Autor:  Domingos Amaral 
ISBN: 9789896602055
Edição ou reimpressão: 03-2012
Editor: BIS
Idioma: Português
Dimensões: 123 x 188 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 432
 
Opinião:
 
Apesar das 432 páginas foi um livro fácil de ler, apesar de ser sobre umas das maiores catástrofes tem uma história que o enreda e nos faz querer ler mais, valeu estes dias de chuva que não nos deixaram sair e assim foi dedicando o meu tempo à leitura.
Não posso dizer que foi dos melhores que li, mas soube bem...
 
Excerto:
 
"As cidades não são apenas espaços prédios e vidas e monumentos e pessoas desconhecidas. São, acima de tudo, partes do nosso ser, da noss vida, dos nossos sentimentos, das nossas memórias; camadas e camadas de vivências humanas que se vão sobrepondo, umas sobre as outras."

Domingos Amaral (Biografia)

Milheiras, 29.03.24

Domingos Sarmento de Matos de Freitas do Amaral é um jornalista e escritor português.
Nascimento: 12 de outubro de 1967

Obras publicadas

Ficção

  • Amor à primeira vista - Casa das Letras, 1998; 1º livro do escritor. Um programa de televisão data do fim dos 80 e a sua apresentadora, a noite em Lisboa, amores e desamores.
  • O fanático do sushi - Casa das Letras, 2000; Um policial editado em livro depois de ter saído no semanário "Independente".
  • Os Cavaleiros de São João Baptista- Casa das Letras, 2004; Cavaleiros e templários, advogados tubarões, filhas de advogados tubarões, estagiários apaixonados pela filha do patrono, fogo posto, sexo, organizações mais ou menos secretas, a cabeça de São João Baptista.
  • Enquanto Salazar dormia…- Casa das Letras, 2006; Escrita fluída, lição bem estudada, amores, camas e romance datado.
  • Já Ninguém morre de amor - Casa das Letras, 2008; Há uma história, uma hierarquia de histórias, a sina da família de Salvador, as mulheres dele e dos seus antepassados.
  • Quando Lisboa Tremeu, Casa das Letras, 2010
  • Verão Quente, Casa das Letras, 2012
  • O Retrato da Mãe de Hitler, 2013
  • Um Casamento de Sonho, 2014
  • Por amor a uma mulher : romance, 2014
  • Assim nasceu Portugal, 2015
  • A vitória do Imperador, 2016
  • Os conquistadores de Lisboa, 2017
  • A bicicleta que fugiu dos alemães, 2019
  • Napoleão Vem Aí, 2021
  • As sete marias que matavam franceses, 2022

Despedida de Casado de Virgílio Castelo (Opinião)

Milheiras, 28.03.24

Início da leitura: 08 de Agosto de 2018

Terminus: 28 de Março de 2024

Título: Despedida de Casado
Autor:  Virgílio Castelo
ISBN: 9789896265304
Edição ou reimpressão: 03-2014
Editor: A Esfera dos Livros
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 234 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 264
 
Opinião:
 
Foi uma agradável surpresa, não é um livro que intimide pelo seu tamanho, mas demorei 6 longos anos a lê-lo, pelas vicissitudes várias da minha vida. Mas também porque é um livro que tem de ser "mastigado", se não  queremos perder tudo o que o envolve, com este livro aconteceu-me uma coisa que raramente, me acontece, quando estava a 4 ou 5 páginas do fim iniciei a leitura  de outro, como se não quisesse chegar ao fim...
Mas pronto cheguei ao fim! Não com aquele sentimento e agora? Ficou tudo muito bem arrumado.
Agora só resta a curiosidade de ler outras obras do mesmo autor.
 
Excerto: " Há quem diga da sabedoria, ser esta adquirida à medida que as coisas mais simples de tornam mais apreciadas."
 

Virgílio Castelo (Biografia)

Milheiras, 18.01.24

 

Virgílio Castelo é ator, autor e encenador, tendo sido produtor e consultor de ficção em estações de televisão e produtoras de conteúdos. Fez a sua formação na Escola Superior de Arte Dramática da Universidade de Estrasburgo, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, e estreou-se profissionalmente no primeiro espetáculo realizado em liberdade no nosso país, a 23 de junho de 1974, num texto de revista intitulado Pides na Grelha.

Em 2008, publicou O Último Navegador com a chancela de A Esfera dos Livros.

Em 2014,  publicou Despedida de Casado, também com a chancela de A Esfera dos Livros.

Despedida de Casado
O Último Navegador

 

 

Escravos e Homens Livres de Orlando Piedade (Opinião)

Milheiras, 05.12.23

Título: Escravos e Homens Livres

Lisboa, São Tomé e Luanda

Autor: Orlando Piedade
Edição/reimpressão:2018
Páginas: 222
Editor: Edições Colibri
ISBN: 9789896897789

Opinião:

Esta obra foi uma agradável surpresa,  quer da obra quer do seu autor. É  profunda que nos faz pensar, mas ao mesmo tempo é  fácil de  ler. Aborda um dos temas que em pleno século XXI continua a ser Tabu.

Fazemos uma viagem com início no século  XVIII e que termina no inicio do século XX. 

Sempre de uma forma leve sem descrições demasiado detalhadas,  mas o suficiente para o leitor sentir um pouco do que se vivia na época. 

 

Início da leitura: Junho 2022

Terminus: 04 de Dezembro de 2023