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O Cheiro dos Livros

Depois de ser uma aventura radiofónica resume-se agora a uma forma de manter a minha biblioteca pessoal organizada...

O Cheiro dos Livros

Depois de ser uma aventura radiofónica resume-se agora a uma forma de manter a minha biblioteca pessoal organizada...

Quando Lisboa Tremeu de Domingos Amaral (Opinião)

Milheiras, 01.04.24

Início da leitura: 29 de Março de 2024

Terminus: 01 de Abril de 2024

Título: Quando Lisboa Tremeu
Autor:  Domingos Amaral 
ISBN: 9789896602055
Edição ou reimpressão: 03-2012
Editor: BIS
Idioma: Português
Dimensões: 123 x 188 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 432
 
Opinião:
 
Apesar das 432 páginas foi um livro fácil de ler, apesar de ser sobre umas das maiores catástrofes tem uma história que o enreda e nos faz querer ler mais, valeu estes dias de chuva que não nos deixaram sair e assim foi dedicando o meu tempo à leitura.
Não posso dizer que foi dos melhores que li, mas soube bem...
 
Excerto:
 
"As cidades não são apenas espaços prédios e vidas e monumentos e pessoas desconhecidas. São, acima de tudo, partes do nosso ser, da noss vida, dos nossos sentimentos, das nossas memórias; camadas e camadas de vivências humanas que se vão sobrepondo, umas sobre as outras."

Domingos Amaral (Biografia)

Milheiras, 29.03.24

Domingos Sarmento de Matos de Freitas do Amaral é um jornalista e escritor português.
Nascimento: 12 de outubro de 1967

Obras publicadas

Ficção

  • Amor à primeira vista - Casa das Letras, 1998; 1º livro do escritor. Um programa de televisão data do fim dos 80 e a sua apresentadora, a noite em Lisboa, amores e desamores.
  • O fanático do sushi - Casa das Letras, 2000; Um policial editado em livro depois de ter saído no semanário "Independente".
  • Os Cavaleiros de São João Baptista- Casa das Letras, 2004; Cavaleiros e templários, advogados tubarões, filhas de advogados tubarões, estagiários apaixonados pela filha do patrono, fogo posto, sexo, organizações mais ou menos secretas, a cabeça de São João Baptista.
  • Enquanto Salazar dormia…- Casa das Letras, 2006; Escrita fluída, lição bem estudada, amores, camas e romance datado.
  • Já Ninguém morre de amor - Casa das Letras, 2008; Há uma história, uma hierarquia de histórias, a sina da família de Salvador, as mulheres dele e dos seus antepassados.
  • Quando Lisboa Tremeu, Casa das Letras, 2010
  • Verão Quente, Casa das Letras, 2012
  • O Retrato da Mãe de Hitler, 2013
  • Um Casamento de Sonho, 2014
  • Por amor a uma mulher : romance, 2014
  • Assim nasceu Portugal, 2015
  • A vitória do Imperador, 2016
  • Os conquistadores de Lisboa, 2017
  • A bicicleta que fugiu dos alemães, 2019
  • Napoleão Vem Aí, 2021
  • As sete marias que matavam franceses, 2022

Despedida de Casado de Virgílio Castelo (Opinião)

Milheiras, 28.03.24

Início da leitura: 08 de Agosto de 2018

Terminus: 28 de Março de 2024

Título: Despedida de Casado
Autor:  Virgílio Castelo
ISBN: 9789896265304
Edição ou reimpressão: 03-2014
Editor: A Esfera dos Livros
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 234 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 264
 
Opinião:
 
Foi uma agradável surpresa, não é um livro que intimide pelo seu tamanho, mas demorei 6 longos anos a lê-lo, pelas vicissitudes várias da minha vida. Mas também porque é um livro que tem de ser "mastigado", se não  queremos perder tudo o que o envolve, com este livro aconteceu-me uma coisa que raramente, me acontece, quando estava a 4 ou 5 páginas do fim iniciei a leitura  de outro, como se não quisesse chegar ao fim...
Mas pronto cheguei ao fim! Não com aquele sentimento e agora? Ficou tudo muito bem arrumado.
Agora só resta a curiosidade de ler outras obras do mesmo autor.
 
Excerto: " Há quem diga da sabedoria, ser esta adquirida à medida que as coisas mais simples de tornam mais apreciadas."
 

Virgílio Castelo (Biografia)

Milheiras, 18.01.24

 

Virgílio Castelo é ator, autor e encenador, tendo sido produtor e consultor de ficção em estações de televisão e produtoras de conteúdos. Fez a sua formação na Escola Superior de Arte Dramática da Universidade de Estrasburgo, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, e estreou-se profissionalmente no primeiro espetáculo realizado em liberdade no nosso país, a 23 de junho de 1974, num texto de revista intitulado Pides na Grelha.

Em 2008, publicou O Último Navegador com a chancela de A Esfera dos Livros.

Em 2014,  publicou Despedida de Casado, também com a chancela de A Esfera dos Livros.

Despedida de Casado
O Último Navegador

 

 

Vergílio Ferreira (Biografia)

Milheiras, 16.06.23

Vergílio Ferreira nasceu em Melo, aldeia do concelho de Gouveia, na Beira Alta, a meio da tarde do dia 28 de janeiro de 1916, filho de António Augusto Ferreira, fogueteiro, e de Josefa Ferreira, doméstica, que, em 1927, emigraram para o Canadá (ou Estados Unidos), em busca de uma vida melhor, ficando Vergílio com os irmãos mais novos, César e Judite. Esta dolorosa separação é descrita em Nítido Nulo. A neve - que virá a ser um dos elementos fundamentais do seu imaginário romanesco - é o pano de fundo da infância e adolescência passadas na zona da Serra da Estrela. Aos 12 anos, após uma peregrinação a Lourdes, entra no seminário do Fundão, que frequentará durante seis anos. Esta vivência será o tema central de Manhã Submersa.

Em 1936, deixa o seminário e acaba o Curso Liceal no Liceu da Guarda. Entra para a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, continuando a dedicar-se à poesia, nunca publicada, salvo alguns versos lembrados em Conta-Corrente e, em 1939, escreve o seu primeiro romance, O Caminho Fica Longe. Licenciou-se em Filologia Clássica em 1940. Concluiu o Estágio no Liceu D. João III (1942), em Coimbra. Começa a leccionar em Faro. Publica o ensaio "Teria Camões lido Platão?" e, durante as férias, em Melo, escreve "Onde Tudo Foi Morrendo". Em 1944, passa a leccionar no Liceu de Bragança, publica "Onde Tudo Foi Morrendo" e escreve "Vagão "J" que, publicou em 1946, no mesmo ano em que se casou, com Regina Kasprzykowsky, professora polaca refugiada em Portugal, com quem Vergílio ficará até à sua morte. Após uma passagem pelo liceu de Évora (onde escreveu o mundialmente conhecido romance "Aparição", corria o ano de 1953), fixa-se como docente em Lisboa, leccionando o resto da sua carreira no Liceu Camões.

A 3 de setembro de 1979, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.

Em 1980, o realizador Lauro António adapta para o cinema, o romance Manhã Submersa e, Vergílio Ferreira interpreta um dos principais papéis, o de Reitor do Seminário, contracenando assim com outros grandes vultos da cena portuguesa, tais como: Eunice Muñoz, Canto e Castro, Jacinto Ramos e Carlos Wallenstein.

A 4 de fevereiro de 1989, foi agraciado com o grau de Grã-Cruz da Ordem do Mérito.

Em 1992 foi eleito para a Academia das Ciências de Lisboa; no mesmo ano recebeu, pelo conjunto da obra, o "Prémio Camões", o mais importante prémio literário dos países da língua portuguesa.

Vergílio morreu no dia 1 de março de 1996, em sua casa, em Lisboa, na freguesia de Alvalade. O funeral foi realizado no cemitério de Melo, sua terra-natal, porém, o seu pedido para que o caixão onde fora enterrado, ficasse virado para a Serra da Estrela, não foi exatamente concretizado.

 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Verg%C3%ADlio_Ferreira.

Alegria Breve de Vergílio Ferreira

Milheiras, 02.06.23

Título: Alegria Breve
Autor: Vergílio Ferreira
ISBN: 9789897222054
Editor: Quetzal Editores
Idioma: Português
Encadernação: Capa mole
Páginas: 272
 
 
Excerto:
 
«Ganharei o jogo? Perco sempre. Porque tentar ainda? Ganhar uma vez. Uma vez só. Às vezes penso: ganhar uma vez e não jogar mais. Esqueceria as derrotas, a memória do homem é curta. E no entanto... Começo a sentir-me bem, perdendo. Quer dizer: começo a não sentir-me mal. A capela de S. Silvestre já não brilha. Mas ainda se vê bem. É triste o entardecer, boiam coisas mortas na lembrança, como afogados. Uma nuvem clara passa agora não sobre o monte de S. Silvestre, mas sobre o outro, o pico d’El-Rei. É um pico menos aguçado, forma um redondo de uma cabeça. Há quanto tempo já lá não vais? Para o lado de trás, vê-se o sinal de uma aldeia (aldeia?), um sinal breve, trémulo, branco. Quando se olha, o tempo é imenso, e a distância — a vida é frágil e temos medo. Dou xeque duplo, vou-te comer a torre, Padre.»

O Caminho Fica Longe de Vergílio Ferreira

Milheiras, 26.05.23

 
Título: O Caminho Fica Longe
Autor: Vergílio Ferreira
ISBN: 9789897222627
Editor: Quetzal Editores
Idioma: Português
Encadernação: Capa mole
Páginas: 368
 
 
 

Sinopse

«O Caminho Fica Longe foi o primeiro romance de Vergílio Ferreira, escrito em 1939 e publicado em 1943. Juntamente com Onde Tudo Foi Morrendo e Vagão J, integra a trilogia neorrealista que inaugura a obra romanesca de Vergílio Ferreira. Esta edição, que aqui se publica, inclui as alterações que Vergílio Ferreira introduziu sobre a primeira edição, de resto apreendida pela censura.» Da Apresentação de Helder Godinho

A Gorda de Isabela Figueiredo

Milheiras, 05.05.23

 
Título: A Gorda
Autor: Isabela Figueiredo
ISBN: 9789722128339
Editor: Editorial Caminho
Idioma: Português
Encadernação: Capa mole
Páginas: 288

 

Sinopse

Maria Luísa, a heroína deste romance, é uma bela rapariga, inteligente, boa aluna, voluntariosa e com uma forte personalidade. Mas é gorda. E isto, esta característica física, incomoda-a de tal modo que coloca tudo o resto em causa. Na adolescência sofre, e aguenta em silêncio, as piadas e os insultos dos colegas, fica esquecida, ao lado da mais feia das suas colegas, no baile dos finalistas do colégio. Mas não desiste, não se verga, e vai em frente, gorda, à procura de uma vida que valha a pena viver.

Lara Morgado (biografia)

Milheiras, 07.04.23

 

Nasceu em 1981 no Porto. Licenciada em Psicologia, desde sempre se dedicou à escrita literária. No ano 2000 fundou o grupo de teatro X-Acto. Assinou a dramaturgia e encenação de dezenas de peças de teatro com apresentações em salas de espetáculo de todo o país. Foi ainda responsável pela realização de trinta produções teatrais no âmbito da sua atuação profissional. Em 2012 lança o seu primeiro livro, Por Acaso - casos de vida casos de morte, mas é com Sete Minutos, em 2013, que se assume como romancista. Em 2016 foi o lanaçamento de As cores de Branca.  Participou ainda em vários projetos televisivos, sendo autora e guionista da série Dentro, com estreia na RTP1 em 2016.

 

 

 

Contos Tradicionais do Povo Português (uma seleção) de Teófilo Braga

Milheiras, 24.03.23

 
Título:  Contos Tradicionais do Povo Português (uma seleção)
Autor: Teófilo Braga
ISBN: 978-972-0-72863-0
Editor: Porto Editora
Idioma: Português
Encadernação: Capa mole
Páginas: 144
 
 

Sinopse:

Contos Tradicionais do Povo Português (uma seleção)

Histórias de reis, príncipes, condes, cavaleiros, sargentos, mágicos, meninas feias, meninas bonitas, sapateiros, ermitões, velhinhas, ladrões, fadas, anões, bois, galinhas, lobos, baratas... Histórias ricas em ensinamentos seculares e, como árvores, com raízes tão profundas que ajudam a conhecer e compreender a identidade da cultura portuguesa.