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O Cheiro dos Livros

Depois de ser uma aventura radiofónica resume-se agora a uma forma de manter a minha biblioteca pessoal organizada...

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Rosália A menina exposta da roda de Florbela Teixeira

Milheiras, 12.04.24

Título: Rosália - A menina exposta da roda
Autor:  Florbela Teixeira
ISBN: 9789896899103
Edição ou reimpressão: novembro de 2019
Editor: Edições Colibri
Idioma: Português
Dimensões: 158 x 229 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 210
 
Rosália, uma bela jovem duriense nascida em parte incerta a 20 de abril de 1802, criada na Casa do Adro pelo padre e pela criada, anseia por descobrir as suas origens. Levada pelas memórias que encerra a sete chaves no seu coração, parte numa viagem atribulada ao encontro do passado. Na sacristia da igreja de S. Salvador do Unhão, consulta, com avidez, os livros paroquiais de registo de batismo. Uma terrível e confrangedora surpresa a aguarda! "Rosália, exposta da roda!", um murmúrio constante e abrasador que lhe domina o pensamento e aflige o coração.
Portugal oitocentista é o palco e a ambiência económica, social, cultural e política da história de Rosália e do padre Amorim. Dá cor à narrativa e envolve o leitor, arrastando -o numa viagem pelo passado, ao encontro da identidade de Rosália e das aventuras e desventuras da pátria lusitana. Um país de gente orgulhosa, que luta com afinco pela independência e pela libertação do jugo de forças francesas e inglesas, e que muito quer ser a metrópole de um império e casa mãe da família real. Uma guerra fratricida, liberais versus absolutistas, irá marcar a história de vida das personagens e a História de Portugal.
Os expostos da roda ou enjeitados, crianças abandonadas por mães, cuja condição de extrema pobreza lhes não permitia criá-las ou que, dado o seu estado de solteiras, e em defesa da honra da família, se viam impelidas a rejeitar os filhos indesejados, fazem parte do nosso imaginário histórico. Não raras vezes fruto de amores incestuosos, sacrílegos ou adúlteros, eram a semente do medo e da vergonha para a mulher, já que ao homem não eram cobrados quaisquer encargos parentais.